HubSpot ou CRM à medida?
Somos suspeitos, porque fazemos um dos dois. Por isso este guia está escrito ao contrário: começa pelos casos em que a resposta certa é o HubSpot.
Atualizado em .
Quando a resposta é o HubSpot, ou outro CRM pronto
Um CRM pronto resolve-te a vida se o teu processo de vendas é parecido com o de toda a gente: entra uma lead, contacta-se, faz-se proposta, ganha-se ou perde-se. Se é isso, não precisas de nada feito à medida e quem te disser o contrário está a vender.
Ganhas três coisas que um sistema à medida não te dá no dia um: funciona esta tarde, tem uma comunidade enorme a responder a perguntas, e não depende de ninguém em concreto para continuar a existir.
As quatro perguntas que decidem
Nenhuma delas é sobre funcionalidades. As listas de funcionalidades são todas parecidas e não é aí que a decisão se joga.
1. Quanto pagas por pessoa, e quanto usas
Os CRMs prontos cobram por utilizador e por mês. A conta que interessa não é a mensal, é a de dois anos, e comparada com a fração das funcionalidades que a tua equipa usa mesmo.
Uma empresa que paga por dez lugares e usa um terço do produto está a pagar pelo catálogo inteiro para usar uma prateleira. Um sistema à medida tem um custo à cabeça e depois não cresce com a equipa, o que muda a conta a partir de um certo ponto.
2. O teu processo é o processo deles?
Esta é a pergunta que mais projetos decide. Um CRM pronto traz um modelo de vendas embutido, e adaptá-lo tem limite: campos personalizados, sim; fases próprias, quase sempre; regras que dependem da tua lógica de negócio, aí começa a doer.
Se vendes obra, o teu processo tem visita, medição e adjudicação. Se geres um gabinete de saúde, tem sessões, faltas e acompanhamentos que se encadeiam ao longo de meses. Nenhum CRM genérico foi feito para isso, e forçar a equipa a trabalhar de outra maneira é o que faz um CRM ser abandonado ao fim de dois meses.
3. Com o que é que isto tem de falar?
Email e calendário integram-se em qualquer CRM pronto, e bem. O problema aparece quando o sistema tem de falar com o teu programa de faturação português, com o teu ERP antigo, ou com uma máquina no chão de fábrica.
Aí há duas contas a fazer: se o conector existe, quanto custa, e se não existe, quanto custa mandá-lo fazer por cima de uma plataforma que não controlas. Muitas vezes o conector é mais caro do que o próprio plano.
4. De quem são os dados?
Num CRM pronto os dados são teus, mas vivem em casa alheia e saem de lá no formato que eles decidirem. Num sistema à medida a base de dados é tua e o código também.
Isto só se nota no dia em que queres mudar, e nesse dia nota-se muito.
| A pergunta | CRM pronto | CRM à medida |
|---|---|---|
| Como se paga | Por pessoa e por mês, para sempre. Cresce quando a equipa cresce. | Custo à cabeça, uma vez. Não cresce com o número de pessoas. |
| O processo | O deles. Adaptas campos e fases; a lógica de negócio, não. | O teu, tal como ele é, incluindo as regras que só a tua empresa tem. |
| Ligar a outras coisas | Email e calendário, de imediato. O resto depende de haver conector. | Liga ao que tiver forma de ligar, incluindo software português antigo. |
| Os dados | Teus, em casa alheia, e saem no formato que eles decidirem. | Teus, na tua base de dados, e o código também é teu. |
| Quando está a funcionar | Esta tarde. | Semanas, com o prazo fechado por escrito antes de começar. |
| Quem o mantém | Eles, e continua a existir mesmo que mudes de fornecedor. | Quem tiver o repositório, que é teu desde o primeiro dia. |
| Quando ganha | Processo parecido com o de toda a gente, equipa pequena, pressa. | Processo próprio, muitos utilizadores, ou integrações que não existem. |
O que perdes ao sair de um CRM pronto
Esta parte não costuma estar escrita em lado nenhum, porque quem escreve sobre isto vende um dos dois lados. São quatro coisas, e são reais.
A comunidade. Quando tens uma dúvida sobre um CRM conhecido, a resposta já foi escrita por outra pessoa e está a uma pesquisa de distância. Num sistema teu, a pergunta é para quem o fez.
As integrações que já existem. Uma plataforma grande tem centenas de ligações feitas e testadas por terceiros. À medida, cada ligação é trabalho, e por isso só se fazem as que são mesmo precisas, que é outra forma de dizer que se paga só o que se usa.
As novidades sem fazer nada. Um produto que serve milhares de empresas melhora sozinho. Um sistema teu melhora quando alguém o melhorar, e isso é uma decisão e um custo, não um dia da semana.
A aplicação de telemóvel. As boas custaram anos a afinar. Um sistema à medida pode ter uma, mas é trabalho, e vale a pena perguntar se a equipa a usaria mesmo antes de a pagar.
Nenhuma destas quatro é razão para ficar num CRM que não modela o teu trabalho. Todas são razão para não sair de um que modela.
Como é a mudança, na prática
A pergunta que vem logo a seguir à decisão é sempre esta: e o histórico que já lá está? Vai todo, e o caminho é quase sempre o mesmo.
Qualquer CRM sério exporta os dados, por ficheiro ou por API. O trabalho não é tirá-los de lá, é decidir o que é que cada coisa passa a ser do outro lado: que campos se mantêm, quais deixam de fazer sentido, e o que fazer com os que a equipa andava a usar para guardar informação que não tinha sítio próprio. Essa última parte é onde aparecem as surpresas, e é também onde se percebe o que o CRM antigo não estava a modelar.
Depois há um período em que os dois convivem. Ninguém desliga um CRM no dia em que liga o outro: usa-se o novo a sério durante algumas semanas com o antigo ainda a pagar, e só se cancela a licença quando já não se voltou lá. Esse mês a dobrar é um custo real e deve estar na conta desde o princípio.
Um sinal simples, para não teres de fazer contas
Se estás a pagar mais de 200€ por mês em licenças e a usar menos de um terço do que pagas, ou se a tua equipa já inventou uma folha de cálculo paralela para contornar o CRM, vale a pena fazer as contas a sério. As folhas paralelas são o sintoma mais honesto que existe: aparecem sempre onde a ferramenta não modela o trabalho real.
Se nada disto se aplica, fica com o que tens. É mais barato e resolve.
Quem faz esta pergunta já sabe a resposta. O que quer é que alguém lhe diga que não está a exagerar.
O que costuma ser a resposta certa
Muitas vezes não é nem um nem outro na totalidade. É manter a ferramenta pronta onde ela é boa, e construir à medida a parte que é tua e que nenhuma plataforma modela.
Na primeira conversa dizemos-te qual é o teu caso, e já mandámos gente embora com uma recomendação de continuar no que tinha e sem fatura nenhuma.
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Perguntas que aparecem sempre, respondidas sem rodeios.
A partir de quantas pessoas deixa de compensar um CRM pronto?
Não há um número que sirva a toda a gente, porque a conta tem duas parcelas e só uma delas é o número de pessoas. A outra é a fração do produto que a equipa usa mesmo.
O sinal prático é este: mais de 200€ por mês em licenças e menos de um terço do produto em uso. A partir daí vale a pena fazer as contas a sério, e fazê-las a dois anos e não ao mês.
E o histórico que já tenho no CRM antigo, perde-se?
Não. Qualquer CRM sério exporta os dados, por ficheiro ou por API, e isso é a parte fácil.
O trabalho é decidir o que é que cada coisa passa a ser do outro lado, sobretudo os campos que a equipa andava a usar para guardar informação que não tinha sítio próprio. É aí que aparecem as surpresas, e é aí que se percebe o que o CRM antigo não estava a modelar.
Quanto custa um CRM à medida?
Não temos tabela de preços, e desconfia de quem tem: o preço depende de quantos processos entram na primeira versão e com o que é que o sistema tem de falar.
O que te podemos dar é um número por escrito em dois dias, com âmbito e prazo fechados, sem compromisso. Como pensamos o preço está explicado, com o que faz o número subir e como se paga.
Dá para usar os dois ao mesmo tempo?
Dá, e muitas vezes é a resposta certa. Mantém-se a ferramenta pronta onde ela é boa, por exemplo no email e no calendário, e constrói-se à medida a parte que é tua e que nenhuma plataforma modela.
Também é assim que costuma correr bem a mudança: os dois convivem algumas semanas, usa-se o novo a sério, e só se cancela a licença antiga quando já não se voltou lá.
E se vocês deixarem de existir?
Recebes o repositório documentado desde o primeiro dia, e a base de dados é tua. Qualquer equipa de programação pega naquilo e continua.
É a pergunta certa a fazer, e é por isso que a resposta está escrita antes de alguém a fazer. Num CRM pronto a resposta é outra: a empresa continua, e o que não continua é o teu acesso se deixares de pagar.
Quanto tempo demora a ter um à medida a funcionar?
Semanas, e o número exato depende de quantos processos entram na primeira versão. Quem te der um prazo antes de saber isso está a adivinhar.
O prazo do teu vai no orçamento por escrito, antes de começarmos, e é esse que cumprimos. Um CRM pronto, em comparação, está a funcionar esta tarde, e essa é uma vantagem real que não vale a pena fingir que não existe.
Conta-nos o problema. O resto é connosco.
Escreves duas linhas, respondemos no próprio dia, e em dois dias tens um orçamento por escrito. Se não avançares, não perdeste nada.
Ao telefone, de segunda a sábado das 9h às 18h. Somos de Paredes, no Porto, e trabalhamos com clientes em todo o país.
Recebido.
Já estamos a olhar para isso. Vais receber já um email de confirmação, e uma pessoa responde-te em menos de 1 hora, em horário de expediente.
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